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domingo, 3 de maio de 2009

Portugal campeão europeu das energias renováveis

O nosso país tem condições naturais privilegiadas para produzir energia de forma alternativa e sem consequências ambientais. Os especialistas já o apontavam há muito tempo, mas agora foi o jornal francês 'Le Figaro' que elogiou o aproveitamento nacional das energias renováveis. Boa oportunidade para conhecer alguns dos maiores projectos na área.

"Dotado com a maior central fotovoltaica do mundo, Portugal é o campeão europeu das energias renováveis." É assim que o jornal francês Le Figaro apresenta o nosso país e foi por esta razão que lhe dedicou uma página: para mostrar à França que a aposta nas energias renováveis vale a pena e que, actualmente, Portugal vai à frente. Segundo estatísticas de 2006 dadas pelo Ministério da Economia ao Eurostat (organização estatística da Comissão Europeia), cerca de um terço (33,8%) da energia em Portugal é obtida por fontes renováveis, nomeadamente hídrica (22%), eólica (9,4%) e outras, incluindo a fotovoltaica (2,4%).

A Central Solar Fotovoltaica da Amareleja, no Alentejo, foi o mote para que uma jornalista francesa se deslocasse a Portugal, destacando a sua importância num país com "três mil horas de sol por ano". Para os franceses, a central é um exemplo para o mundo. Falam da transformação da pequena vila da Amareleja com a instalação deste campo de células fotovoltaicas. A central alonga-se por 250 hectares, teve um investimento de 237,6 milhões de euros e produz actualmente 46 megawatts (MW) de energia, com capacidade para alimentar 30 mil casas e permitir a economização de 152 mil toneladas de gases com efeito de estufa.

O nosso país é apresentado pelo diário francês como ideal para se investir em energias limpas, pois, segundo eles, "a natureza fez bem as coisas: há sol, vento... e água em abundância, nos rios e no mar". E Portugal tem aproveitado bem o que a natureza lhe deu. Além da maior central fotovoltaica do mundo, temos ainda o maior parque eólico da Europa (Parque Eólico do Alto Minho I), o maior lago artificial da Europa (barragem de Alqueva) e a primeira exploração comercial de energia das ondas do mundo (Parque de Ondas da Aguçadoura).

Para além disso, o país não perdeu a oportunidade de explorar a energia geotérmica nos Açores e também energia da biomassa florestal, com a EDP a ultimar a construção de mais duas centrais que, a juntar às duas já existentes, vão permitir a produção de 67 MW de energia. Outra das vantagens dadas pelos franceses tem a ver com o desenvolvimento que as energias renováveis têm trazido ao País. Segundo os franceses, "as energias renováveis criaram mais de dez mil postos de trabalho e permitiram a implantação de um tecido industrial" que dinamizou as regiões mais pobres de Portugal: a empresa espanhola Acciona, que comprou a Central da Amareleja em 2007, implantou uma fábrica de produção de painéis nas imediações; no Parque Eólico do Caramulo 90% dos aerogeradores são de produção local. Razões que levam o Le Figaro a terminar de forma optimista: "A revolução verde está em marcha sob o sol de Portugal."

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